Redução de pinos de fibra de vidro – Prof Hugo Bastos

Caso clínico


A remoção de pinos de fibra de vidro sempre foi um dos desafios encontrados pelos endodontistas. Diversos casos onde se necessitava deste tipo de procedimento culminavam com o insucesso pois o profissional que a realizava não possuía tecnologia suficiente para alcançar o objetivo. Desvios, desgastes desnecessários ou até mesmo perfurações importantes eram acidentes comuns durante a tentativa de remoção de pinos de fibra de vidro.


Com a incorporação de tecnologias ao arsenal do endodontista clínico, tais procedimentos se tornaram mais eficazes e proporcionaram uma maior previsibilidade ao tratamento executado. O microscópio operatório e o aparelho de ultrassom são dois exemplos. Enxergar mais (e melhor) se tornou um requisito importante, e talvez imprescindível para a Endodontia. O microscópio nos permite ver, através de lentes de aumento, entre 3x e 20x a mais, comparados com a visão a olho nu.


Os insertos ultrassônicos específicos para endodontia tornaram procedimentos complexos em procedimentos relativamente simples de serem realizados.

Segue um relato de caso clínico onde a utilização dessas duas tecnologias foi imprescindível para o sucesso do resultado final do procedimento.


A paciente, gênero feminino, 48 anos de idade, foi encaminhada para avaliação endodôntica devido a um desconforto à palpação na unidade 11. Durante anamnese foi relatado que o dente havia sido submetido à tratamento endodôntico e instalação de pino de fibra de vidro há menos de um ano e que a sensibilidade à palpação não havia cessado.


No exame radiográfico pudemos observar um pino de fibra de vidro com presença de espaços vazios, uma imagem de um instrumento fraturado compatível com uma espiral lentulo dentro do conduto e também uma lesão periapical.





Após anestesia e isolamento absoluto, o pino de fibra de vidro foi removido com o auxílio de um inserto de ultrassom E4D (Helse Ultrasonic). Após a remoção do pino, conseguimos visualizar a espiral lentulo, a qual foi removida com um inserto E18, também da Helse Ultrasonic. O retratamento endodôntico foi realizado normalmente com limas manuais. Para uma desinfecção mais efetiva, as substâncias irrigadoras (hipoclorito de sódio a 5,25% e EDTA a 17%) foram agitadas com o uso da lima plástica Easyclean (Easy-Equipamentos Odontológicos) e do inserto de ultrassom E1 (Irrisonic-Helse Ultrasonic). Complementamos a desinfecção utilizando a terapia fotodinâmica (PDT) com azul de metileno a 0,005% e irradiação com laser vermelho de baixa potência. Por fim, obturamos o conduto com a técnica termoplastificada e cimento AH Plus e instalamos novo pino de fibra de vidro. A paciente foi encaminhada de volta ao indicador para que pudesse finalizar a reabilitação. Controles periódicos radiográficos e clínicos estão agendados para acompanharmos o resultado a longo prazo.

A evolução tecnológica tem proporcionado tratamentos mais previsíveis à Endodontia, promovendo resultados satisfatórios e com uma maior longevidade.




Hugo Bastos - Barreiras/Bahia

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